Capítulo 4 - "À procura de si mesmo..."
Passa seis horas na Madeira e volta a Lisboa, depois de ter sido gozado na rua por causa do seu ar efeminado. Fala com vários amigos que percebiam dessas coisas e todos são unânimes na resposta. Não contente, Max consulta médicos e especialistas distintos que lhe diagnosticaram que teria apanhado uma corrente de ar.
Medicado e curado, descobre um problema mais bem grave e que o apoquentaria nos anos seguintes. Max dera conta de que era um ser humano! A descoberta, que o abalou por demais, fê-lo jurar que tudo faria para ser uma pessoa.
Obstinado, incitou esforços nesse propósito. Ouviu pessoas de quadrantes distintos, que também já haviam sido seres humanos. Falou com influentes diversos.
Mais uma vez consultou médicos e especialistas, e todos responderam o mesmo: “você é um ser humano, e no seu caso nada pode ser feito contra isso”. Max caiu, prostrado. Nunca seria uma pessoa.
Descobriu três meses depois, às onze e vinte da manhã, que monges no Tibete poderiam realizar-lhe o desejo – isto a acreditar num documentário que vira na televisão.
Rumou à China de avião e fez o resto, até ao Tibete, a pé.
Pelo caminho ainda comeu um pato à Pequim num afamado restaurante. Falou com quem de direito, mas a resposta foi insatisfatória. Poderiam transforma-lo numa pessoa, mas nunca deixaria de ser um ser humano. Acumulava.
Não quis. Sentiu-se frustrado e triste.
Rumou novamente a casa – desta vez ao contrário, de avião até à China e o resto a pé, embora sem parar para comer o pato à Pequim, porque era de manhã e o restaurante estava fechado.
Alistou-se nos escuteiros mentindo na inscrição. “Pessoa”, terá escrito nas observações, quando desconfiou que podiam não aceitar seres humanos no grupo.
Ali permaneceu até à Primavera, altura em que se viu pela primeira vez ao espelho e percebeu que ficava ridículo com aquela farda.
Com pouco tempo para constituir família, casou-se em dias separados com uma rapariga que conhecera numa noite em Roma. Ela compareceu num sábado com os respectivos convidados, ele marcou presença numa quarta-feira, ladeado pelos padrinhos e seus convidados.
A noite de núpcias, passaram-na no mesmo local, embora em semanas diferentes, por causa das datas de casamento.
Teve dificuldades porque não sabia como nasciam os bebés. (Max insistia na versão de que o homem faz sexo com a mulher o o bebé nasce 9 meses depois).
Foi processado por três cegonhas por causa disso, e teve finalmente 3 filhos com diferença de dois meses uns dos outros. Curiosamente nada se parecem consigo, nem tão pouco uns com os outros, facto que, depois de conversar com a mulher, atribuiu ao pão de trigo que comera na infância.
Foi apelidado de “corno manso” pelos vizinhos, admitindo, mais tarde, que poderia irritar-se com o “manso”, mas não levava a mal.
Visto que o azar não o largava, e depois de ouvir o Palpitão dizer que, neste país, quem se safa são os corruptos e os actores porno, Max decide enveredar pela via mais óbvia. Monta uns estúdios de pornografia, que infelizmente faliram três horas depois da inauguração. Sendo assim, Max José decide iniciar um novo capitulo na sua vida, e concorre a uma câmara de filmar.
Perde por três votos…
São tempos difíceis para a família de Max (por razoes óbvias ainda não mencionei os nomes) em que, para sobreviver, se vêem obrigados a comer lagosta e camarão, todas as noites, numa marisqueira muito afamada!
Nunca mais o estômago de Max se sentiria da mesma forma...
Passa seis horas na Madeira e volta a Lisboa, depois de ter sido gozado na rua por causa do seu ar efeminado. Fala com vários amigos que percebiam dessas coisas e todos são unânimes na resposta. Não contente, Max consulta médicos e especialistas distintos que lhe diagnosticaram que teria apanhado uma corrente de ar.
Medicado e curado, descobre um problema mais bem grave e que o apoquentaria nos anos seguintes. Max dera conta de que era um ser humano! A descoberta, que o abalou por demais, fê-lo jurar que tudo faria para ser uma pessoa.
Obstinado, incitou esforços nesse propósito. Ouviu pessoas de quadrantes distintos, que também já haviam sido seres humanos. Falou com influentes diversos.
Mais uma vez consultou médicos e especialistas, e todos responderam o mesmo: “você é um ser humano, e no seu caso nada pode ser feito contra isso”. Max caiu, prostrado. Nunca seria uma pessoa.
Descobriu três meses depois, às onze e vinte da manhã, que monges no Tibete poderiam realizar-lhe o desejo – isto a acreditar num documentário que vira na televisão.
Rumou à China de avião e fez o resto, até ao Tibete, a pé.
Pelo caminho ainda comeu um pato à Pequim num afamado restaurante. Falou com quem de direito, mas a resposta foi insatisfatória. Poderiam transforma-lo numa pessoa, mas nunca deixaria de ser um ser humano. Acumulava.
Não quis. Sentiu-se frustrado e triste.
Rumou novamente a casa – desta vez ao contrário, de avião até à China e o resto a pé, embora sem parar para comer o pato à Pequim, porque era de manhã e o restaurante estava fechado.
Alistou-se nos escuteiros mentindo na inscrição. “Pessoa”, terá escrito nas observações, quando desconfiou que podiam não aceitar seres humanos no grupo.
Ali permaneceu até à Primavera, altura em que se viu pela primeira vez ao espelho e percebeu que ficava ridículo com aquela farda.
Com pouco tempo para constituir família, casou-se em dias separados com uma rapariga que conhecera numa noite em Roma. Ela compareceu num sábado com os respectivos convidados, ele marcou presença numa quarta-feira, ladeado pelos padrinhos e seus convidados.
A noite de núpcias, passaram-na no mesmo local, embora em semanas diferentes, por causa das datas de casamento.
Teve dificuldades porque não sabia como nasciam os bebés. (Max insistia na versão de que o homem faz sexo com a mulher o o bebé nasce 9 meses depois).
Foi processado por três cegonhas por causa disso, e teve finalmente 3 filhos com diferença de dois meses uns dos outros. Curiosamente nada se parecem consigo, nem tão pouco uns com os outros, facto que, depois de conversar com a mulher, atribuiu ao pão de trigo que comera na infância.
Foi apelidado de “corno manso” pelos vizinhos, admitindo, mais tarde, que poderia irritar-se com o “manso”, mas não levava a mal.
Visto que o azar não o largava, e depois de ouvir o Palpitão dizer que, neste país, quem se safa são os corruptos e os actores porno, Max decide enveredar pela via mais óbvia. Monta uns estúdios de pornografia, que infelizmente faliram três horas depois da inauguração. Sendo assim, Max José decide iniciar um novo capitulo na sua vida, e concorre a uma câmara de filmar.
Perde por três votos…
São tempos difíceis para a família de Max (por razoes óbvias ainda não mencionei os nomes) em que, para sobreviver, se vêem obrigados a comer lagosta e camarão, todas as noites, numa marisqueira muito afamada!
Nunca mais o estômago de Max se sentiria da mesma forma...